Era uma vez....é assim que
normalmente começam as historias de contos de fadas. Mas e as historias da vida
real? Como começam? Há quem diga que podem começar de formas variadas,
entretanto, se prestar bem atenção, palavras podem mudar, mas o sentido
permanece o mesmo.
Era
uma vez....em uma cidadezinha cercada por montanhas, uma jovem que acabara de
chegar do outro lado do mundo. Em suas bagagem pesadas, trazia desilusões, lágrimas,
incertezas e um certo “Q” de esperança. Logo no inicio, começou a se desfazer do
peso das desilusões e lágrimas que não lhe pertenciam, mesmo ela insistindo em
mante-las presas. Trocou-as por sorrisos
largos e gargalhadas infantis.
Quando
seus pensamentos mudavam, alinhando-se ao Centro novamente, encontrou um belo
cavaleiro em seu cavalo branco....cavaleiro?
O mais correto, de fato, seria cavalheiro. Cavalo branco? Meio de
transporte não era bem o que se achava ao seu redor. Um ser bem diferente dos
habituais, com princípios e atitudes
nada convencionais, mas totalmente encastoado em seu próprio mundo. Aos
poucos foi permitindo que ela traspusesse esse território tão seu. Em cada conversa, apreciava mais seu jeito. Sentimentos
diversos eclodiam a cada amanhecer, e junto deles o mais cruel de todos: a dúvida!
Os dias
galgavam e a amizade aumentava, as orações e pedidos para um esclarecimento
urgente eram constantes. “Acalme-se”,
dizia ela para si mesma enquanto acontecimentos
portentosos eram vivenciados. “Confie em mim” foram as palavras dele.
Como
nos contos, onde trilha-se uma procura desenfreada pela dona do sapatinho ou
tem que enfrentar uma floresta escura e cheia de obstáculos até chegar ao topo
da torre, para eles não foi tão diferente. Contratempos surgiram, mas não puderem
impedir o que era lhano.




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