sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sua sentença: culpada!

As lagrimas não cessaram durante a noite. O dia clareou e as palavras ecoavam a todo instante, tilintando a cada batida do coração.
A dor era constante, relia relia e se sentia culpada. Culpada pelas frustrações alheias, por tudo que ouviu ontem, por não existir mais o encanto primitivo, por ter que ser igual.
Nada fazia sentido, a unica certeza era que as coisas mudaram.
Enquanto o vento uivava e, balançava as folhas que vez ou outra caiam,  carregava os pensamentos que se misturavam a elas na terra ressequida e batiam ocos.
Sem som. Sem sabor. Sem graça. Assim será?
Culpada! Essa é a sentença. Presa. Enclausurada dentro dela. Limitada.

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