quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Coração de condomínio


Certa vez, ouvi a expressão muito interessante da Espanha,: Tener un corazón de condominio. Achei interessante e fui em busca de saber mais em relação a esse assunto.

Comecei a pensar, o que leva as pessoas a ter um “coração de condomínio”, uma espécie decoração-hotel?

Será falta de carinho? Insegurança? Medo de ficar só? O que faz com que algumas pessoas não consigam ficar sozinhos e vivam numa busca desesperada pelo amor? Por que para alguns é tão fácil envolver-se com outra pessoa, voltar a apaixonar-se enquanto para outras é praticamente impossível?

Concluí que algumas pessoas não sabem diferenciar o “amar” do “gostar”. Sentem que estão gostando de determinada pessoa e “partem pra luta”, descobrindo dias depois que tudo não passava de ilusão, que estava enganado e o vazio dentro do coração volta, o que faz com que ela saia à procura de outro alguém que seja capaz de preenchê-lo.

O tempo passa, diferentes pessoas passam pela sua vida e tudo termina do mesmo jeito. O coração é por acaso um hotel?

Agora pergunto: é possível amar alguém de um dia para o outro? Creio que não. O amor vem com o tempo, gradativamente.

O coração não é um hotel e não deve ser. Não pode trocar de moradores a cada dia, a cada semana, não pode ser um entra e sai de gente... É muito pra ele, pode não suportar. E além do mais eles vêm, fazem a sujeira e vão embora, deixando algumas marcas quase permanentes...

E atenção! Cada hóspede que sai deixa um vazio maior que o anterior.

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